Muito se tem especulado ao longo dos séculos acerca de continentes perdidos de Mu, Lemúria e Atlântida, muitas lendas têm sido passadas de geração a geração ao redor do mundo. Especulações sobre civilizações avançadíssimas que se encontravam em seu auge, apenas para desaparecer em um cataclismo imprevisto deixando pouquíssimos ou nenhum vestígio.

Não há provas concretas da existência de qualquer uma delas, nenhum documento com informações irrefutáveis. Platão menciona Atlântida no seu famoso “Diálogo entre Timeu e Crítias”; Madame Blavatsky, famosa teosofista do final do século XIX, faz menção da civilização Lemúriana em sua obra “A doutrina Secreta” e a coloca em um curto período de tempo em contato com a civilização Atlante (quando Lemúria desaparece, Atlântida estava em ascensão), quanto a Mu, histórias contadas de pai para filho, nas tribos e civilizações costeiras do Oceano Pacífico no litoral americano e que fazem parte de sua cultura até os dias de hoje.
“No princípio era a Pangeia… Do caos primordial de Água, Fogo e Placas Tectônicas, a Pangeia se dividiu dando origem à Laurásia ao Norte e à Gondwana ao Sul...”
O que há em comum entre todos os relatos dos continentes e suas civilizações é o fato de supostamente todas haverem desaparecido em razão da ocorrência de uma grande catástrofe natural. Terremotos, maremotos, erupções vulcânicas de imensas proporções são os meios mais aceitáveis, mas há quem diga, ainda que movimentos de placas tectônicas, ou a queda de grandes corpos celestes podem ter provocado seu aniquilamento.
Os perdidos:

Mu
Segundo se apura em lendas dos povos nativos da América do Sul, à época da chegada de Cristóvão Colombo, era um local rico em outo, prata e cobre. Muitos dos povos que as contavam aos “conquistadores espanhóis” foram dizimados para que revelassem maiores detalhes sobre onde se encontravam tais riquezas e sua cultura quase se perdeu.

Alguns séculos mais tarde, o explorador e historiador inglês. James Churchward, alegou haver decifrado algumas inscrições em pedra
As descrições colocavam esse lendário continente no Oceano Pacífico, na região submersa da Zelândia, bem próxima à atual Australia e o que sobrou dessa massa de terra submersa seja o que hoje conhecemos como Nova Caledônia e a Nova Zelândia, região ligeiramente abaixo da linha do Equador. Tinha uma extensão aproximada de 9.600 km de Leste a Oeste e 4.800 km de Norte a Sul. Sua população contava com aproximadamente 64 milhões de pessoas e a causa aparente da submersão do continente teria sido intensa atividade vulcânica.
Churchward ainda afirmou que ali era o Jardim do Eden, onde surgira o homem e que os sobreviventes em razão das diferenças raciais migraram para diferentes direções as colonizando e dando origem ao Império Uigur (enterrada no deserto de Gobi, na Ásia) e outros ainda, formaram as civilizações de Atlântida e Lemúria.

Lemúria
Há alguns historiadores que colocam a existência desse continente no Oceano Pacífico, mas a teoria que mais tem sido aceita é a de que ele se localizava no Oceano Índico. Alguns curiosos cientistas ou cientistas curiosos se dedicaram a buscar alguma luz a esse mistério. Os primeiros foram o zoologista e advogado britânico, Lutley Sclater e o biólogo alemão Ernst Haeckel.

Ambos se interessaram em desvendar a discrepância entre o transito de humanos entre Ásia e África e vice-versa. A existência de uma porção de terra continental na região seria uma explicação para a movimentação de populações sem ter de atravessar o oceano. Sclater, chegou a uma conclusão semelhante por causa dos lêmures (inspiração para o nome do continente). Para ele a diversidade da espécie em Madagascar (costa leste africana) é muito maior do que a existente na África ou Índia, o que sugeriria a migração se houvesse essa porção continental de terra por ali.
Eles não foram levados muito a sério, em razão dos estudos à época existentes quanto ao funcionamento de placas tectônicas, seu movimento e contribuição para a formação e distribuição continental. Só em 2013 geólogos descobriram evidências de que de fato poderia haver um continente onde se presumia ter estado a Lemúria. Traços de granito foram encontrados ao sul da Índia em região que se direcionava às Ilhas Maurício. Além do Granito, foi encontrado zircão, datado de 3 bilhões de anos, época em que a ilha ainda não existia (só se formou 2 milhões de anos atrás com o movimento das placas tectônicas). Foi concluído, então, que ali havia uma porção enorme de terra que foi tragada pelo oceano aproximadamente 84 milhões de anos. Apesar de haverem teorizado sobre isso Sclater e Haeckel não conseguiram batizar o continente com o nome Lemúria, o continente perdido foi chamado de Mauritia em homenagem às ilhas que ali estão agora.
Atlântida
“O nome Atlântida, é atribuído à descendência do povo dali, que descenderia de Atlas, filho de Poseidon (o deus do mar).”
Dentre todos, o mais famoso, o que se mantém por mais tempo no imaginário popular. Muitos autores de literatura fantástica o mencionam sempre com novas “provas” novas “descobertas”, mas o fato é que ele é tão perdido quanto os outros.

Os atlantes são relacionados com o povoamento original da América e seu continente teria existido entre os continentes Europeu, Africano e Americano e teria em razão de uma catástrofe geológica sido tragada pelo mar há milhares de anos.
O filósofo Platão narra que Sólon, um legislador ateniense seu contemporâneo teria ouvido de sacerdotes da cidade de Sais histórias sobre a Atlântida. Passada a seu filho e a seu neto, este último a conta a Sócrates. É descrita como uma imensa ilha, próxima ao estreito de Gibraltar. O nome Atlântida, é atribuído à descendência do povo dali, que descenderia de Atlas, filho de Poseidon (o deus do mar). Eram prósperos, ricos e suas leis, justíssimas, porém, ao longo do tempo, a degeneração de seus costumes acabou ocasionando a ira divina que deflagrou cataclismos encabeçados por terremotos, vulcões, maremotos, que culminaram pelo afundamento da ilha-continente no oceano Atlântico.

Como todo mito popular, este também cresceu: geógrafos árabes divulgaram algumas versões, relacionando algumas possíveis ilhas remanescentes do continente como as Ilhas Canárias; na renascença, Francis Bacon descreveu a cidade ideal dos sábios, Nova Atlantis; No século XVII o sueco Olof Rudfec, para exaltar o patriotismo nórdico, se valeu do mito atlante; a Espanha do século XIX contou com Jacinto Verdaguer, renascentista que, em La Atlântida procurou traçar um paralelo entre três fatos: a submersão do continente, fundação por Hercules de diversas cidades na Espanha e as ilusões que esses relatos provocaram em ninguém menos que Cristóvão Colombo.
O fato é que, depois de Colombo “descobrir” a América, autores e historiadores europeus tentaram atribuir a descendência Atlante a origem aos índios. Porém, com pouca aceitação e muito escárnio, o meio religioso e cientifico à época rechaçou qualquer possibilidade de isso ter ocorrido.
O achado:
Grande Adria

A existência desse continente era discutida há algumas décadas, pesquisadores e geólogos estudaram por mais de uma década rochas de uma região compreendida entre Espanha e Irã em busca de vestígios ou pistas de sua existência que se descobriu, espalharem por mais de trinta países, porém havia grande dificuldade para comprovação diante da “desordem” geológica da região. Tudo está empilhado, fraturado ou curvado como dizem os cientistas.
A “descoberta” desse continente é muito recente em razão de haverem desenvolvido um software que fosse capaz de uma reconstrução geológica dessa complexidade. Os únicos traços visíveis desse continente são o calcário e certos outros tipos de rocha em montanhas encontradas na Europa. A maior parte se encontra enterrada em até 1500 quilômetros de profundidade no sul da Europa.
O que se sabe da história:
Para entendermos o que ocorreu é necessário voltar “um pouquinho”, só algumas eras geológicas…
No princípio era a Pangeia… Do caos primordial de Água, Fogo e Placas Tectônicas, a Pangeia se dividiu dando origem à Laurásia ao Norte e à Gondwana ao Sul. Tudo ia bem até que Gondwana quis mostrar suas várias faces e se dividiu mais ainda, Américas de um lado, África do outro, península arábica adiante, subcontinente Indiano além, Oceania mais adiante e Antártica mais além ainda… Mas havia ainda uma porção de Gondwana – a Grande Adria – que ao invés de se separar lateralmente, como suas irmãs, resolveu num impulso indomável de rebeldia e independência se deslocar ao norte em direção à Laurásia (Região da atual Europa e Ásia). E foi indo… indo… e acabou “fondo”.
Foi tanto e com tanta voracidade que se chocou com tamanha violência há mais de 200 milhões de anos, próximo à região de Turim na Itália, até o calcanhar da bota e avançando sobre o mar Adriático (daí o nome pelo qual foi batizado “grande Adria”). A crosta da Laurásia foi então destruída e deslizou sobre a Europa, espalhando pela superfície rochas do continente perdido que foram sutilmente “raspadas” durante a colisão.

Numa velocidade de 3 a 4 CENTIMETROS por ano, exerceu pressão o suficiente para destruir a crosta de 100 quilômetros de profundidade e empurrar o que restou do continente para o manto terrestre. Cientistas hoje comprovam que partes de Adria estão há cerca de 1500 quilômetros de profundidade.

E é isso, o único continente outrora desaparecido e hoje com localização cientificamente comprovada é: GRANDE ADRIA!!!!!. Foram precisos aproximadamente 200 milhões de anos, um software extremamente complexo capaz de simular com precisão movimentos de placas tectônicas, o estudo de diversos tipos específicos de rocha, sua constituição, idade bem como o campo magnético contido nelas e a integração de geólogos das universidades de Utrecht (Holanda), de Oslo (Noruega) e do Instituto de Geofísica ETH de Zurique (Suíça), para que fosse possível a reconstrução de parte da história geológica do planeta e se comprovar cientificamente a existência de um continente outrora “perdido”…

E aí, o que achou? Gostou? Curta, comente, sugira um tema, compartilhe, participe e alimente seu cérebro com informações que se não tem uma aparente utilidade prática, tem muito de utilidade emocional. Te vejo na próxima!
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