Post 2 de 5: Relatório de Campo – A Assinatura do Trauma

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RELATÓRIO DE CAMPO #073 Data: 18.11.2025 Localização: Hospital Colônia (Ruínas), Barbacena-MG Investigador Principal: Victor Augusto Hale Apoio: Elara Voss-Hale, Aria Voss-Hale

CONTEXTO: Fomos acionados para investigar uma série de fenômenos anômalos que estão afetando a equipe de pesquisa da historiadora Dra. Helena Moraes. Os relatos incluem manifestações auditivas, sensações de opressão e experiências psicológicas invasivas. O objetivo inicial é quantificar e, se possível, identificar a fonte dessas perturbações para garantir a segurança da equipe.

PROCEDIMENTOS DE CAMPO: As medições foram realizadas ao longo de 48 horas, com foco nas alas de isolamento e no pátio principal, onde a maioria dos relatos se concentra. Equipamentos utilizados:

•Medidor de Campo Eletromagnético (EMF) TriField TF2

•Gravador Digital Zoom H6 com múltiplos microfones (incluindo shotgun e de contato)

•Câmera Térmica FLIR E8-XT

•Detector de Infrassom com registro de frequência

OBSERVAÇÕES: Os dados coletados confirmam a presença de anomalias significativas, porém, de natureza complexa.

1.Campos Eletromagnéticos (EMF): Em condições normais, o local apresenta um ruído de fundo baixo (< 1.5 mG). No entanto, dentro das antigas alas de isolamento, registramos picos erráticos e flutuantes entre 15 e 20 mG. Os picos não têm fonte elétrica aparente, não seguem um padrão temporal e parecem se mover. Elara descreve a sensação nesses locais como um “arame farpado invisível no ar”.

2.Fenômeno da Voz Eletrônica (EVP): As gravações de áudio captaram um ruído de baixa frequência constante. Após filtragem e amplificação, é possível discernir o que soa como múltiplas vozes sussurrantes e sobrepostas, todas ininteligíveis. Aria está trabalhando em um algoritmo para tentar isolar uma única voz, mas até agora, o resultado é o que ela chama de “um coral de estática e dor”.

3.Infrassom: Detectamos a presença persistente de frequências na faixa de 17-19 Hz. Aria está trabalhando em um algoritmo para tentar isolar uma única voz, mas até agora, o resultado é o que ela chama de “um coral de estática e dor”.A fonte é indeterminada, não parece ser geológica ou industrial.

Não estou registrando “fantasmas”, estou registrando um ambiente doente.4.Temperatura: Não foram registradas quedas de temperatura significativas que não pudessem ser explicadas por correntes de ar ou umidade. A sensação de “frio” relatada pela equipe parece ser de natureza psicológica, provavelmente exacerbada pelo infrassom.

CONCLUSÃO PRELIMINAR: Os fenômenos no Colônia têm uma base física mensurável. Minha hipótese é que o local possui uma “assinatura de trauma”, uma combinação de infrassom e campos eletromagnéticos residuais que, juntos, criam um ambiente psicologicamente tóxico. Não estou registrando “fantasmas”, estou registrando um ambiente doente.

Como medida de segurança, propus a instalação de um perímetro de contenção nas áreas mais afetadas, usando cabos de cobre aterrados para dissipar a energia eletromagnética e geradores de ruído branco para anular as frequências de infrassom. É um procedimento padrão para garantir a segurança da equipe.

Elara, no entanto, discorda fundamentalmente. Ela acredita que conter essas manifestações seria o equivalente a “amordaçar a vítima novamente”. Ela insiste que o fenômeno não é algo a ser neutralizado, mas sim ouvido.

QUESTÕES EM ABERTO:

•Qual é a fonte do infrassom? É um fenômeno natural ou algo gerado pela própria estrutura e sua história?

•Por que os campos eletromagnéticos se concentram especificamente nas alas de isolamento?

•Pode uma combinação de fatores puramente físicos replicar a experiência complexa de “memórias invasivas”?

“Os dados não mentem. Este lugar é perigoso. Meu trabalho é proteger os vivos, e isso começa com a minha família. Mas pela primeira vez em muito tempo, não tenho certeza se um perímetro de segurança é suficiente para nos manter a salvo do que aconteceu aqui.”

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