Em 1667, John Milton publicou o épico que mudaria para sempre nossa compreensão sobre liberdade, obediência e redenção. “Paraíso Perdido” não é apenas a história de uma maçã proibida — é a história de Lúcifer, o anjo mais brilhante que preferiu “reinar no Inferno a servir no Céu”. É a história de Adão e Eva, que escolheram o conhecimento e o amor acima da obediência cega. E é a nossa história: sobre o que fazemos com a liberdade de cair, e se temos a coragem de nos levantar novamente.
Arquivos da categoria: Literatura Inglesa
O Eco do Silêncio: E se a Eternidade for Apenas Areia?
Em apenas 14 linhas, Percy Shelley criou um dos poemas mais devastadores da língua inglesa. “Ozymandias” conta a história de um viajante que encontra no deserto as ruínas de uma estátua colossal. Duas pernas de pedra sem tronco. Um rosto despedaçado meio enterrado na areia. E uma inscrição arrogante: “Meu nome é Ozymandias, Rei dos Reis; Contemplai minhas Obras, ó Poderosos, e desesperai!” Mas ao redor? Nada. Apenas areias infinitas e silenciosas. O império desapareceu. O poder virou pó. E o que resta é apenas a ironia brutal: o rei que queria ser eterno agora é apenas um lembrete de que nada dura para sempre.
O Mapa da Alma: E se a Vida for uma Jornada com Destino Certo?
Escrito em 1678 por John Bunyan dentro de uma prisão, “O Peregrino” é o livro mais vendido da história depois da Bíblia. Não é apenas uma história — é um mapa da alma. Cristão carrega um fardo pesado e vive na Cidade da Destruição. Quando descobre que sua cidade será consumida, ele recebe um desafio: correr em direção à porta estreita. Sua jornada através do Pântano do Desânimo, da Feira da Vaidade e do Vale da Sombra da Morte é a nossa própria jornada. Cada obstáculo tem um nome. Cada companheiro ensina algo. E no final, há uma cidade brilhante esperando por aqueles que se recusam a desistir.
