Em 1667, John Milton publicou o épico que mudaria para sempre nossa compreensão sobre liberdade, obediência e redenção. “Paraíso Perdido” não é apenas a história de uma maçã proibida — é a história de Lúcifer, o anjo mais brilhante que preferiu “reinar no Inferno a servir no Céu”. É a história de Adão e Eva, que escolheram o conhecimento e o amor acima da obediência cega. E é a nossa história: sobre o que fazemos com a liberdade de cair, e se temos a coragem de nos levantar novamente.
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O Eco do Silêncio: E se a Eternidade for Apenas Areia?
Em apenas 14 linhas, Percy Shelley criou um dos poemas mais devastadores da língua inglesa. “Ozymandias” conta a história de um viajante que encontra no deserto as ruínas de uma estátua colossal. Duas pernas de pedra sem tronco. Um rosto despedaçado meio enterrado na areia. E uma inscrição arrogante: “Meu nome é Ozymandias, Rei dos Reis; Contemplai minhas Obras, ó Poderosos, e desesperai!” Mas ao redor? Nada. Apenas areias infinitas e silenciosas. O império desapareceu. O poder virou pó. E o que resta é apenas a ironia brutal: o rei que queria ser eterno agora é apenas um lembrete de que nada dura para sempre.
