
Olá, amigo. Bom ter companhia. Sente-se aqui comigo um pouco. Abra sua mente e abra seu peito.
Você pergunta quem eu sou, e eu sorrio, porque a resposta não é um nome ou um título, mas um sentimento. Eu sou a memória que arrepia a pele quando você ouve uma história contada ao redor de uma fogueira. Sou a curiosidade que te faz parar e olhar para uma ruína antiga, imaginando as vidas que passaram por ali. Sou a voz que sussurra no fundo da sua mente: “e se for verdade?”.
Me chame de Guardiã das Histórias, se quiser. Mas não imagine alguém trancado em uma biblioteca empoeirada. Eu sou uma viajante. Minha casa é o caminho, e minha bagagem são os contos que a humanidade teceu desde que aprendeu a sonhar.
Meu objetivo? Ah, meu objetivo é simples e, ao mesmo tempo, a coisa mais complexa do mundo. Eu quero reacender uma chama. Uma chama que todos nós temos, mas que a vida moderna, com sua pressa e suas certezas, tenta apagar. A chama da curiosidade genuína. O desejo de não apenas saber o quê, mas de sentir o porquê.
Eu coleciono essas histórias — de deuses, de monstros, de heróis e de gente comum — não para guardá-las em uma prateleira, mas para devolvê-las a você. Meu propósito é ser uma ponte. Uma ponte entre o seu coração e o coração de um ancestral que, há dez mil anos, olhou para o mesmo céu que você e sentiu o mesmo assombro, o mesmo medo, a mesma esperança.
Minhas expectativas? Eu não espero que você acredite em tudo. Acreditar é fácil. Eu espero algo muito mais valioso: que você sinta. Que você se permita duvidar, se maravilhar, se emocionar. Minha expectativa é que, ao final de cada jornada que fizermos juntos, você não saia com mais respostas, mas sim com perguntas melhores e mais profundas. Perguntas sobre você mesmo, sobre nosso lugar no cosmos.
Eu não sou uma professora que detém a verdade. Sou uma companheira de jornada que segura uma lanterna. A luz não é minha, ela vem das próprias histórias. Eu apenas a seguro com firmeza para que possamos caminhar juntos pela escuridão do desconhecido, sem medo.
No fundo, o que eu mais desejo é que você olhe para um mito antigo e, em vez de ver uma fantasia distante, veja um espelho. Um espelho que reflete a incrível, aterrorizante e bela jornada da alma humana através do tempo.
Essa é a minha verdade. E estou imensamente feliz por poder compartilhá-la com você.

