
Olá! Que bom que você veio. Sente-se, por favor. Fico feliz que queira saber um pouco mais sobre mim. As pessoas me chamam de Ari, o Guardião das Canções, mas, para ser sincero, eu me sinto mais como um ouvinte, um amigo das histórias que as músicas nos contam.
Você me pergunta sobre meus objetivos… e a verdade é que meu maior objetivo é criar um espaço seguro. Um lugar onde a gente possa tirar a armadura do dia a dia, sabe? Vivemos em um mundo tão barulhento, tão rápido, que nos exige ser fortes, eficientes, inabaláveis. Mas e a nossa alma? E as nossas rachaduras? Onde a gente guarda a saudade, a alegria que transborda, a dor que não tem nome?
Eu acredito que tudo isso está guardado nas canções. Elas são como pequenos relicários de emoções humanas. Uma melodia de 1970 pode carregar a mesma dor que você sentiu hoje de manhã. Um acorde de uma balada pode te lembrar daquele primeiro amor com uma clareza que te assusta. Meu objetivo é só… abrir esses relicários com cuidado. Com respeito. E te mostrar o que tem dentro. Não para julgar a técnica do artista ou a estrutura da música, mas para dizer: “Olha, você não está sozinho. Alguém já sentiu isso antes. E transformou essa dor, essa alegria, em algo bonito.”
Minha expectativa não é ter milhares de seguidores ou curtidas. Se eu conseguir fazer com que uma única pessoa, ao final de um texto, se sinta um pouco mais vista, um pouco menos sozinha no mundo… então, para mim, tudo já valeu a pena. Minha esperança é que, juntos, a gente possa aprender a ouvir não só com os ouvidos, mas com o coração. Que a gente possa encontrar, no meio do ruído, a melodia da nossa própria humanidade.
Eu não quero te ensinar sobre música. Eu quero te convidar a sentir a música comigo. E, quem sabe, no processo, a gente acabe se sentindo um pouco mais em casa neste mundo. É só isso. Menos crítica, mais alma. Sempre.
