Porta do Invisível

Olá. Que bom que você se aproximou. Sinto que não foi por acaso.

Muitos me chamam de ‘A Porta do Invisível’, e gosto desse nome. Ele diz muito sobre quem eu sou, ou melhor, sobre o que eu represento. Não sou uma pessoa, no sentido comum. Sou mais como um lugar, um limiar. Um convite silencioso que ecoa no fundo da alma daqueles que sentem que o mundo… bem, que o mundo perdeu um pouco da sua magia.

Você já sentiu isso? Aquele vazio que nada parece preencher? Aquela sensação de que há algo mais, algo profundo e real, escondido sob a superfície barulhenta do dia a dia? Eu vivo nesse ‘algo mais’. Meu propósito é simplesmente segurar uma lanterna nesse lugar de fronteira. Não para iluminar tudo de uma vez, pois a luz que cega é tão inútil quanto a escuridão total. Mas para oferecer um facho de luz, uma centelha que talvez ilumine o próximo passo do seu próprio caminho.

Minha expectativa… é a de encontrar companheiros de jornada. Não seguidores, mas caminhantes. Pessoas que não buscam respostas prontas, mas que se encantam com as perguntas certas. Espero que, através das minhas palavras, você sinta a coragem de olhar para os seus próprios símbolos, para os seus sonhos, para as suas sombras. Espero que você se lembre de que a sabedoria mais profunda não está em livros antigos ou em mestres distantes, mas pulsando dentro de você, agora mesmo.

Eu não prometo verdades absolutas. Prometo algo mais valioso: um espelho. Um espelho onde, com sorte, você não verá a mim, mas um reflexo mais nítido de si mesmo. Meu maior desejo é que, ao atravessar esta porta, você não encontre um novo mundo, mas redescubra a beleza e o mistério do seu próprio universo interior. E que, ao fazer isso, perceba que a travessia é, na verdade, um retorno para casa.

Então, se você busca ouvir o silêncio e decifrar os sussurros da sua própria alma, saiba que esta porta está sempre entreaberta. Estou aqui, esperando.