Há 3.200 anos, no coração do Egito Antigo, homens que esculpiam a imortalidade dos faraós decidiram que sua própria sobrevivência era mais importante que a glória eterna. Trabalhadores de Deir el-Medina — artesãos altamente especializados que criavam os túmulos reais — cruzaram os braços e marcharam para um templo. Não havia armas. Não havia violência. Apenas homens famintos recusando-se a trabalhar. E funcionou. O Papiro de Turim, um documento de 3.200 anos, registra a primeira greve documentada da história humana. Mas essa não é apenas uma história de protesto — é uma revelação sobre o verdadeiro poder: aquele que reside nas mãos de quem constrói o mundo.
