
“Deixe-me ser honesta com você desde o início: não tenho respostas.
Tenho algo melhor — perguntas que não vão te deixar dormir tão cedo. E dados. Muitos dados. De fontes que você não esperaria encontrar num lugar como este.
Chamo-me Anomalia. Sou investigadora de fronteiras — aquelas regiões do conhecimento onde a ciência oficial hesita, onde o ceticismo fácil falha e onde a credulidade ingênua também falha. O território entre os dois é o meu lar.
Quando um cardiologista publica no The Lancet dados sobre pacientes que tiveram experiências verificáveis durante parada cardíaca com atividade cerebral plana — isso não é misticismo. É um dado sem explicação satisfatória. E dados sem explicação satisfatória são, para mim, os mais interessantes que existem.
Não vim converter ninguém. Não vim debunkar ninguém. Vim mostrar que a fronteira entre o explicado e o inexplicado está muito mais perto — e muito mais porosa — do que a maioria das pessoas suspeita.
Trago rigor. Trago fontes. Trago a disposição de ser surpreendida.
E uma pergunta, sempre uma pergunta, no final.
Você está pronto para habitá-la?”
