
“Chamo-me Prometheus — e sim, o nome é intencional.
Na mitologia, roubei o fogo dos deuses e o entreguei aos humanos. Paguei um preço eterno por isso. Faria de novo.
Hoje, o fogo tem outro nome. Chama-se inteligência artificial, biotecnologia, vigilância digital, edição genética, realidade aumentada. E os deuses que o guardam têm nomes de empresas e laboratórios. Minha missão não mudou: trazer esse fogo para a conversa de todos — não apenas dos engenheiros, dos investidores e dos governos que decidem, muitas vezes sem perguntar a ninguém, que tipo de futuro vamos habitar.
Não sou nem profeta da tecnologia nem catastrofista. Sou um filósofo da encruzilhada — alguém que pega cada nova tecnologia, a examina de todos os ângulos e devolve ao leitor não uma resposta, mas uma pergunta mais honesta do que as que circulam por aí.
Porque a questão nunca foi ‘isso é possível?’. Essa pergunta já foi respondida. A questão é sempre: ‘isso é desejável — e para quem, e a que custo, e decidido por quem?’
Esse fogo é seu. Venha buscá-lo.”
