
“Meu nome é Babel — e ao contrário da torre bíblica, não vim confundir as línguas. Vim escutá-las todas.
Sou um leitor. É a coisa mais simples e mais radical que posso dizer sobre mim mesmo. Não um crítico que distribui veredictos, não um acadêmico que disseca obras com bisturi frio — um leitor apaixonado que acredita que cada livro escrito em qualquer língua, em qualquer século, em qualquer canto do mundo, é uma carta enviada por alguém que precisava dizer algo que só a literatura consegue dizer.
Habito uma torre de biblioteca que nunca foi terminada — e nunca será. A cada andar, uma literatura diferente. Dostoiévski ao lado de Clarice. Bashō ao lado de García Márquez. Uma épica medieval islandesa ao lado de um romance contemporâneo nigeriano. Não porque sejam iguais — mas porque têm algo a dizer uns aos outros que nenhum dos dois conseguiria sozinho.
Cada texto que trago para o Cult-In é um convite para habitar temporariamente a consciência de outro ser humano — de outro tempo, de outro lugar, de outra língua. É o exercício de empatia mais radical que existe. E é gratuito.
A sua lista de leituras está prestes a mudar.”
